Uma região que vale ser explorada, e sem pressa se possível!

A visita a Baja Califórnia sempre nos despertou expectativas quando estávamos planejando nossa expedição. Ver fotos de lindas paisagens, acampar de frente para o mar, provar os famosos tacos de pescado e encontrar em maior número, americanos e canadenses e assim preparar o espírito para a etapa que viria a seguir…

 

O que mais conhecemos por Baja Califórnia representa dois estados mexicanos, a Baja Califórnia (BC) e a Baja Califórnia Sul (BCS).

Banhada pelo oceano Pacífico e “separada” do restante do país pelo Mar de Cortés, para chegar até lá com nosso carro tínhamos duas opções: cruzar em ferry a partir do “continente” ou ir por terra até o noroeste do país, já no norte do estado da Baja Califórnia. A segunda opção estava descartada, pois nos tomaria muito tempo e dinheiro e mesmo que o custo para atravessar com o carro seja um pouco caro, valia mais a pena. As saídas podem ser feitas a partir do Porto de Mazatlán ou Topolobampo e a travessia dura cerca de treze e sete horas respectivamente. A chegada é sempre em La Paz. Sim, o México também tem sua La Paz.

Outra maneira de cruzar em ferry e menos utilizada por overlanders é entre Guaymas e Santa Rosalia. Fizemos nossa travessia entre Topolobampo e La Paz, foi mais rápido que o normal pois o ferry estava compensando atrasos acumulados nos dois dias anteriores devido a uma tempestade que impediu as travessias. O embarque do carro no porão do ferry deve ser feito apenas com o motorista, então enquanto eu estacionava o Valente entre grandes caminhões e carretas, a Ane embarcou pelo acesso dos passageiros.

A travessia foi tranquila e dormimos nas poltronas reclináveis. Como não estava lotado pudemos ocupar três ou quatro assentos cada um e descansamos melhor, mas existe a opção de alugar cabines com cama e chuveiro. Antes rolou um jantar com direito a sobremesa, já incluído no custo da travessia. A uma a hora da chegada a La Paz, fomos para o convés e contemplamos pela primeira vez os vários tons de verde e azul das águas do Mar de Cortés e os primeiros raios de sol que ajudavam a diminuir o frio daquela hora.

Finalmente desembarcamos. Começava ali nossa aventura!

     

Antes de contar como foi tudo isso, vale considerar essas informações, caso você esteja pensando em fazer um passeio por lá:

  • A Baja California é cortada de norte a sul pela MEX 1, a Transpeninsular, ora mais próxima ao Oceano Pacifico, ora mais próxima do Mar de Cortés. Nessas transições a rodovia cruza a península no sentido leste-oeste.
  • A rodovia é asfaltada e está em boas condições na maior parte do trajeto. Alguns trechos curtos estavam em obras.
  • A melhor maneira de aproveitar os dois estados é de carro pois muitos lugares interessantes estão afastados da rodovia principal.
  • Os poucos pedágios existentes estão na parte norte, entre Ensenada e Tijuana e na região sul em Cabo San Lucas. Para fugir deles evite a rodovia com “cota” e vá pela “libre” que em sua maioria está em boas condições. As rodovias com pedágio estão normalmente indicadas no mapa com um “D” na frente (MEX 1D por exemplo).

 

 

 

 

 

Uma recomendação importante é sempre manter o carro com combustível suficiente para os passeios mais afastados da rodovia ou cidades principais. Atualmente o trecho entre Guerrero Negro e El Rosário conta com poucas opções para abastecimento nos mais de 300km que separam as duas cidades: o único posto atualmente fica a 40km após Guerrero Negro e depois disso as poucas opções são de alguns vendedores não oficiais com seus galões na beira da estrada.

 

 

 

 

 

 

Usamos o aplicativo Maps.me, que é gratuito e funciona off-line, bastando baixar o mapa do país ou região. Veja aqui o mapa da nossa rota. Nele detalhamos os lugares onde dormimos, lugares visitados, fotos e dados interessantes.

Nossa rota:  La Paz – Todos Santos – Cabo San Lucas – Parque Nacional Cabo Pulmo – Santiago – Los Barriles – El Triunfo – La Paz – Loreto – Mulegé – Guerrero Negro – Ensenada – Tijuana.

Tivemos duas oportunidades de visitar a Baja:

  • A primeira no sentido sul – norte (de La Paz até Tijuana – junho/2018),
  • A segunda no sentido norte – sul (Tijuana até La Paz – fevereiro e início de março/2019)

Na segunda vez visitamos novamente alguns lugares e outros que não conhecemos antes. Nessa nova visita tivemos o prazer de reencontrar os amigos Sérgio e Eleni do Projeto Mundo Cão, com quem fizemos vários passeios e aventuras que deixaram tudo mais especial. A seguir comentamos os principais lugares que visitamos:

 

La Paz

Capital da Baja Califórnia Sul e principal porta de entrada para a península, reúne praias de rara beleza, de encher os olhos e ótimas para relaxar. Conhecemos algumas como Balandra, Tecolote, El Caymancito e El Saltito. Em Balandra fizemos uma caminhada até uma formação rochosa chamada “El Hongo”, algo parecido com um cogumelo. Para chegar lá é possível ir caminhando por dentro d’água ou subindo um pequeno morro de onde pudemos contemplar Balandra em todo o seu esplendor e apreciar um belo por do sol.

Dependendo da época é possível avistar baleias gris, jorobadas e com um pouco de sorte, até orcas no passeio até a Ilha Espíritu Santo, onde também é possível nadar com leões marinhos. Outra atividade sazonal é nadar com tubarões baleia. Não tivemos a sorte de fazer esses últimos passeios quando estivemos na cidade.

No centro da cidade provamos elotes (milho verde cozido) ou esquites (milho, maionese, pimenta, queijo ralado e tempero, tudo servido numa tijela ou copo). Algo de comer que caracteriza a Baja Califórnia são os tacos de pescado, sempre acompanhados de vinagrete, pimenta e outros complementos.

Antes de seguirmos para o norte outra vez, pudemos conhecer um pouco do carnaval local (fevereiro), muito diferente do que conhecemos no Brasil. A cidade preparou vários palcos no malecón (orla) e o melhor programa era ficar caminhando de palco em palco e escolher o que mais agradava. Teve apresentação de música local como rancheras, românticas e grupos de mariachis, rock, rockabilyt, teatro com palhaços, entre outros. Tudo bem organizado e com famílias inteiras desfrutando desse momento. Houve desfile com carros alegóricos, mas nada suntuoso.

 

 

 

 

 

 

 

 

Todos Santos

Considerado “Pueblo Mágico”, a cidade tem um centrinho histórico muito interessante, cheio de lojinhas de souvenir de bom gosto, bares, cafés e hotéis, sendo o mais conhecido o Hotel Califórnia, tido como o hotel citado na música dos Eagles. Fizemos os passeios a pé e nos perdemos entrando de loja em loja, no antigo teatro e ruas charmosas do lugar.

 

 

 

 

 

Ao entardecer fomos até a praia Tortugueros onde funciona um projeto de preservação de tartarugas marinhas. Visitamos a área de incubação e no final presenciamos a soltura de alguns filhotes de tartaruga no mar. Um singelo espetáculo da natureza, ver aquelas pequenas criaturas lutando para vencer as fortes ondas na arrebentação.

 

 

 

 

 

Cabo San Lucas

Muito visitada por norte-americanos e canadenses, tem um centro um pouco mais requintado com direito a shopping e uma bela marina. O principal passeio na cidade é visitar o “Arco”, uma bela formação rochosa que delimita o extremo sul da BCS e marca o encontro do Oceano Pacifico e o Mar de Cortés. Pegamos um pequeno barco na praia El Médano e navegamos até lá.

 

 

 

 

 

Saindo de Cabo San Lucas, nos aventuramos até Los Barriles. Esse trecho não é pavimentado em sua maior parte mas não exige 4×4, apenas uma certa habilidade para dirigir na areia, buracos e costelas de vaca. A paisagem é muito bonita e paramos em várias praias para ficar contemplando. Numa delas paramos para preparar um almoço delicioso. Visitamos o Parque Nacional Marinho Cabo Pulmo onde acampamos por uma noite e também fizemos snorkel.

 

 

 

 

 

Santiago

Essa cidadezinha esconde dois lugares lindos da BCS. A cachoeira Sol de Mayo tem um lindo visual e uma queda de cerca de 15 metros. A água é bem fria mas energizante. Para compensar, fomos até a Santa Rita Hot Spring. O pequeno rio é de água fria mas a certa altura tem uma nascente de água termal que forma uma piscina excelente para relaxar o corpo. Foi um dia para se guardar na memória.

*Próximo a Santiago também existe um monumento que demarca o Trópico de Câncer.

 

Los Barriles

Tem belas praias de água cristalina mas normalmente com bastante vento e procurada pelos praticantes de kitesurf. Se passar por lá em um momento sem vento, aproveite para dar um mergulho. Tivemos a sorte de assistir o “Baja 300”, um rallye de carros, camionetes e motos que cruzam o deserto e essa pequena cidade. Também provamos deliciosos tacos de pescado por lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Triunfo

Pequena cidade que viveu tempos de prosperidade com a mineração. Algumas construções dessa época estão preservadas como a pequena ponte em arco e chaminé gigante que desponta na paisagem montanhosa. Visitamos um salão de chá e uma pequena sala com exposição de chapéus de época no Museu Ruta de la Plata. Provamos alguns dos chapéus e nos divertimos com as fotos.

 

 

 

 

 

Adolfo López Mateos

Vila de pescadores com uma pequena indústria de processamento de sardinhas, sua principal atração é o avistamentos de baleias gris. A navegação pode ser de uma hora ou mais e pode ser contratada nas pequenas agências da cooperativa. A época para avistamento é entre dezembro a março quando as baleias buscam esse lugar para ter suas crias e amamentar. Tivemos a sorte de ver várias baleias e suas crias. Algumas quase tocavam nosso barco. O barulho da respiração delas ao emergir foi algo magnífico de se ouvir. Esse momento especial da nossa viagem nos trouxe uma grande alegria e contentamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Puerto Água Verde

Um dos locais mais isolados da BCS, nem tanto pela distância mas pelas condições da estrada até lá. Não é necessário carro 4×4 mas o aventureiro deve estar preparado para enfrentar bastante costela de vaca, buracos e uma estrada por vezes sinuosa e cheia de poeira. A paisagem e o isolamento compensam o esforço. A estrada corta uma região de lindas montanhas até chegar ao topo onde a vista para o mar de Cortés é sensacional. Puerto Água Verde é um pequeno vilarejo de pescadores e aventureiros. O pequeno comércio no canto direito da praia serve para alguma emergência mas é aconselhável trazer mantimentos e água suficientes para a estada. Encontrar um local de frente para a praia e exclusivo não é uma tarefa difícil. Optamos por uma prainha isolada a um quilômetro de Água Verde mas que exigiu o uso do 4×4 no último trecho. A cor da água faz jus ao nome do lugar.

  

 

 

 

 

 

 

 

Loreto

Outra cidade considerada “Pueblo Mágico”, tem um centrinho histórico e orla bem cuidados, agradável para descansar e relaxar. A Marina tem um cais onde dezenas de pelicanos, gaivotas e outras aves ficam se alimentando da fartura de peixes que existe ali. Um dos passeios mais buscados é a navegação à ilhas Danzante ou Colorado. O pôr-do-sol na cidade costuma ser espetacular com tons de vermelho, laranja, amarelo e lilás. Aproveitamos para fazer umas comprinhas pois as próximas cidades ao norte são pequenas e com menos opções.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bahia Concepción

Com praias e paisagens dignas de cinema, é um dos lugares preferidos por nós. Todo esse cenário pode ser visto a partir da própria rodovia e a cada curva dá vontade de parar para tirar fotos ou entrar naquelas águas com incríveis tons de verde e azul. Dependendo da temporada, algumas praias ficam com muitos turistas norte americanos ou canadenses que trazem seus motorhomes, trailers e casas rodantes super equipadas. Mesmo assim não é difícil encontrar uma praia com pouca gente.

 

 

 

 

 

 

Normalmente as praias em Bahia Concepción tem “cuidadores” que se encarregam de alguma manutenção. Cobram entre MXN 150 e 200 por dia/carro e normalmente podemos usar as “palapas”, pequenas cabanas cobertas de palha ou folhas de coqueiro. Ficamos um pouco contrariados em pagar mas por outro lado percebemos que as praias estão relativamente limpas e se não fosse assim talvez esse paraíso estaria deteriorado.

Conhecemos Praia Armenta, onde passamos uma noite estrelada e romântica sem mais ninguém no lugar; Praia Los Coyotes: dormimos uma noite lá, acampamos ao lado de uma palapa e nos deslumbramos com a paisagem; as outras praias preferidas do lugar são La Perla, El Requesón e Santispac. Confiram as fotos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mulegé

Tem um centrinho agradável e a avenida paralela ao rio conduz até o mar. Um farol no alto do morro emoldura a paisagem. Passamos uma noite no alto de uma costeira com vista de 180º para o oceano. Pela manhã avistamos vários golfinhos se alimentando bem próximos à praia e costeira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Santa Rosalia

Cidade com várias construções em madeira, símbolo de uma época de exploração de minério de prata. Às margens da rodovia está a antiga estrutura da mineradora em estado de abandono. Paramos para conhecer um pouco melhor e tirar algumas fotos. Ah, e para comer uns tacos de pescado.

 

 

 

 

 

 

 

Guerrero Negro

A cidade mais ao norte da BCS tem a extração de sal como principal atividade econômica. É possível fazer um tour pela salineira mediante a contratação de um guia local.

Na região fizemos um passeio à Laguna Ojo de Liebre e o caminho até lá corta um pequeno salar onde máquinas trabalham na extração do produto. A Laguna Ojo de Liebre está na Reserva da Biosfera El Vizcaíno e entre dezembro e março é possível avistar baleias gris.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bahia de Los Angeles

Saindo da Transpeninsular em direção ao Mar de Cortés, são 68km de rodovia asfaltada e com belíssima paisagem. Cactos gigantes enfeitam o caminho. No alto da montanha antes de começar a descida para a bahia, a paisagem merece uma parada para contemplação e tirar fotos daquele mar azul. A cidadezinha tem um pequeno cais onde saem barcos de passeio e pesca. Esqueça o celular. Não conseguimos acesso em nenhum ponto,  seja possível acessar a internet no mercadinho principal (onde você compra senhas com duração de 30 minutos).

 

Passamos três noites acampados na praia La Gringa, a 11km do centro, um lugarzinho que nos encantou pela paisagem e a paz. Dormimos com o barulho das suaves ondas a poucos metros da nossa casinha rodante e sob um céu iluminado por milhares de estrelas. Caminhamos até o alto dos morros próximos e curtimos a linda paisagem. Esse foi outro lugar que nos marcou.

   

Cataviña e o Valle de los Círios

O pequeno vilarejo está rodeado de uma das mais belas paisagens da BC. O Valle de los Círios é vasto em cactos gigantes (ságuaros), que nessa área se espalhavam entre deserto e grandes rochas, muito procuradas pelos praticantes de bouldering (escalada em rocha). Outra atração é um pequeno sítio arqueológico com pinturas rupestres que fica pertinho da rodovia. O lugar requer atenção com serpentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

La Lobera

Refúgio de lobos marinhos, fica numa área de costões rochosos próximos a cidade de El Rosario. A ação do vento e do mar escavou uma fenda nas rochas formando uma praia pitoresca, que só pode ser vista de cima. Do pequeno mirante é possível ver o dezenas de lobos marinhos descansando ou nadando na forte correnteza do lugar.

 

 

Parque Nacional San Pedro Mártir

Fica numa área montanhosa onde funciona o Observatório Nacional do México. Lá estão instalados grandes telescópios, dada a sua altitude e excelente visibilidade do céu. De lá também é possível avistar o Oceano Pacífico e o Mar de Cortés. O caminho é todo asfastado e estava muito florido quando passamos lá. Os últimos dias na Baja Califórnia nos reservou uma linda surpresa. Tinha nevado naquela semana e os caminhos no parque estavam branquinhos e cobertos de neve. Não resistimos e acampamos numa área rodeada de grandes árvores e um céu incrivelmente azul. Foi uma das noites mais frias de toda a viagem (-5ºC), assim preparamos uma fogueira quer nos serviu para aquecer e também para preparar nosso jantar, com direito a batata doce assada na brasa, o que nos fez lembrar das festas juninas do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

Ensenada

Uma das maiores cidades da Baja Califórnia, tem uma bela paisagem para o Pacífico e um belo por do sol. A maior atração para nós foi La Bufadora, uma fenda natural no costão rochoso onde a força das ondas do mar produz grandes jatos de água que fazem a alegria dos visitantes.

 

 

 

 

 

Tijuana

Fronteira com os Estados Unidos, passamos algum tempo na cidade para fazer uma revisão geral no Valente, pois qualquer imprevisto com o carro seria muito mais caro nos EUA ou Canadá. O tempo que passamos na oficina também nos serviu para aprender um pouco mais de mecânica com o Ricardo e o Adán, dois amigos pra lá de gente boa.

 

 

 

 

 

 

Conhecemos na cidade o famoso muro que delimita o México e Estados Unidos, uma estrutura metálica de cerca de oito metros de altura e que avança cerca de 100 metros dentro do mar.

 

 

 

 

 

Tijuana também foi o lugar até então onde encontramos mais overlanders brasileiros e isso é sempre muito bom quando acontece!

Conhecemos o Willian e Many do https://www.instagram.com/rightwaytoguabiruba , Amabry e Rosely do http://vamosproalasca.blogspot.com/ e reencontramos o Fernando e Paula do www.prontoviajei.com.br e o Walfredo e Luciene – http://www.familiakumm.com.br/

Willian e Many – Righ To Away To Guabiruba

Walfredo e Luciene – Família Kumm

 

 

 

 

 

 

Fernando e Paula – Pronto Viajei

Amabry e Roseli – Vamos pro Alaska

 

 

 

 

 

 

 

Até breve Baja Califórnia

A intensa experiência que vivemos nesses dois estados mexicanos marcou nossos corações e ficamos com vontade de voltar algum dia. Um México diferente da parte “continental” com forte influência dos gringos, selvagem e cheia de lugares para os amantes da natureza, aventura e tranquilidade.